Higiene no Trabalho

Com o desenvolvimento tecnológico da humanidade, além de trazer enormes melhoramentos e alívio para o, homem do século XX, tem exposto o trabalhador a diversos agentes potencialmente nocivos e que, sob certas condições, poderão provocar doenças ou desajustamentos no organismo das pessoas que desenvolvem suas atividades normais em variados locais de trabalho.

Saúde ocupacional são a ciência que engloba de forma única higiene, segurança e medicina do trabalho com monitoramento dos trabalhadores em sua ocupação, estabelecendo os métodos, a organização do ambiente de trabalho e a elaboração de programas que promovam a saúde dos trabalhadores.

A higiene no trabalho é a ciência cujos objetivos são reconhecer, avaliar e controlar os riscos provenientes do trabalho. Esses riscos são fatores decorrentes do ambiente ou dos processos produtivos utilizados que podem provocar acidentes afetar a saúde, o conforto ou a eficiência do trabalhador. Esses riscos classificam-se como processos produtivos, sendo eles operacionais ou ambientais.

Os riscos produtivos de operação se referem às condições do ambiente relativas ao processo operacional, como máquinas desprotegidas, pisos escorregadios, etc.

Com riscos produtivos de ambiente se referem aos provenientes de ação agressiva dos produtos e do ambiente, como presença de gases, ruído, calor, etc.

Os riscos ambientais são agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição.

Os agentes físicos são as diversas formas de energia a que possam estar exposto os trabalhadores, tais como rido, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas (calor e frio), radiações ionizantes (alfa, beta, gama e raios-X), radiações não ionizantes (infravermelho, ultravioleta, radiações laser e microondas), bem como os infra-sons e ultra-sons.

Os agentes químicos são as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo por via respiratória, cutânea ou digestiva, nas formas aerodispersóides sólidos e líquidos, que são poeiras, fumos, nevoas e neblina, ou através de gases e vapores.

Na determinação dos riscos, sempre devemos considerar o tempo de exposição, concentração ou intensidade dos agentes, características dos agentes e estudo do ambiente de trabalho através de levantamentos qualitativos, quantitativos, tempo real de exposição e susceptibilidades individuais.

É preciso mudar os hábitos e a qualidade de trabalho para que a higiene no trabalho se torne satisfatória. Nessas mudanças se faz necessário resgatar o valor humano.

 

Fonte: https://www.infoescola.com/trabalho/higiene-no-trabalho/

A importância da Sinalização de Segurança

A sinalização de segurança no mundo do trabalho desempenha um papel importante como forma de informar os trabalhadores dos vários riscos inerentes às suas atividades, conduzindo-os a atitudes preventivas e de proteção, reduzindo o risco de acidentes profissionais.

Segundo a legislação em vigor, “o empregador deve garantir a existência de sinalização de segurança e saúde adequada, sempre que os riscos não puderem ser evitados ou suficientemente diminuídos com meios técnicos de proteção coletiva ou com medidas, métodos ou processos de organização do trabalho”, sendo extremamente importante que o empregador se certifique que todos os trabalhadores compreendem o significado das mesmas, ainda que, se deva promover a formação e informação nesse âmbito de atuação.

Uma vez implementada a sinalização relacionada com o objeto, atividade ou determinada situação pontual, esta vai estimular a atenção redobrada por parte dos profissionais. Estes ficam mais despertos, para que de uma forma rápida e inteligente se apercebam dos perigos e procedam ao desenvolvimento de comportamentos de segurança adequados.

É importante salientar, que a sinalização de segurança é feita através de uma placa com forma e cor características, de um sinal luminoso ou de um sinal acústico, adaptando-as à situação que pretendem prevenir, mas que de certo modo, todas se complementem entre si.

As suas características são universais, no sentido de serem percetíveis do mesmo modo, em qualquer local. Devem ser claras, percetíveis e colocadas em número suficiente, para serem bem visíveis de todos os ângulos de visão e ser garantido o seu bom estado de conservação.

A forma utilizada, a cor, o número e a dimensão dos sinais de segurança dependem da importância dos riscos, dos perigos existentes e da extensão da zona a cobrir. Existem 6 categorias de sinalização de segurança, a saber:

Sinalização de perigo: Pictograma negro sobre fundo amarelo, margem negra e de forma triangular;

Sinalização de emergência: Pictograma branco sobre fundo verde e de forma retangular ou quadrada;

Sinalização de proibição: Dísticos com fundo vermelho e forma retangular;

Sinalização de obrigação: Pictograma branco sobre fundo azul e de forma circular;

Sinalização de incêndio: Pictograma branco sobre fundo vermelho e de forma retangular ou quadrada;

Sinalização de obstáculos e locais perigosos: efetuada por intermédio de faixas de cor vermelho e branco ou amarelo e negro, alternadas com superfícies sensivelmente iguais e uma inclinação de cerca de 45º. Estas faixas devem circundar, a totalidade do obstáculo ou local perigoso.

Na verdade, de nada serve a sinalização se não deixarmos as saídas de emergência desobstruídas, não informarmos os trabalhadores do significado da mesma ou se não existirem condições de evacuação, equipamentos, sistemas de segurança e medidas de autoproteção, devidamente planeadas e implementadas.

Esta é uma forma de “chamar a atenção”, de forma lógica e rápida com o objetivo claro de prevenir situações suscetíveis de provocar acidentes ou mortes.

 

Fonte: 4Work

Ética Profissional

A ética profissional é um conjunto de normas que estabelece as condutas esperadas de um profissional no ambiente de trabalho. A ética no ambiente de trabalho é de fundamental importância para o bom funcionamento das atividades da empresa e das relações de trabalho entre os funcionários.

 

Vantagens da ética aplicada ao ambiente de trabalho:

  • Maior nível de produção na empresa;
  • Favorecimento para a criação de um ambiente de trabalho harmonioso, respeitoso e agradável;
  • Aumento no índice de confiança entre os funcionários.

 

Exemplos de atitudes éticas num ambiente de trabalho:

  • Educação e respeito entre os funcionários;
  • Cooperação e atitudes que visam à ajuda aos colegas de trabalho;
  • Divulgação de conhecimentos que possam melhorar o desempenho das atividades realizadas na empresa;
  • Respeito à hierarquia dentro da empresa;
  • Busca de crescimento profissional sem prejudicar outros colegas de trabalho;
  • Ações e comportamentos que visam criar um clima agradável e positivo dentro da empresa como, por exemplo, manter o bom humor;
  • Realização, em ambiente de trabalho, apenas de tarefas relacionadas ao trabalho;
  • Respeito às regras e normas da empresa.

 

Como fortalecer as atitudes éticas dentro da empresa

Com a intenção de alcançar metas estratégicas, as empresas podem criar suas próprias regras para assegurar o bom funcionamento dos processos de trabalho.

Quanto maior for a empresa, maior será a necessidade de adoção do Código de Conduta Ética. Esse é um instrumento que torna padrão os procedimentos de trabalho e conduz normas e valores de conduta para todos os setores da organização de forma igualitária.

O processo de elaboração do Código envolve a participação de funcionários de diferentes departamentos, a fim de tornar o documento acessível e adequado para todos, da forma mais democrática possível.

De modo geral, é conduzido pelo departamento de Recursos Humanos, com a formação de um Comitê de Ética, ou pode ser criado por uma Consultoria externa — o que não é o ideal, mas aceitável, caso o setor de RH não possa suportar essa demanda.

Todos os funcionários devem receber uma cópia do Código como instrumento de trabalho e serem orientados a consultá-lo regularmente. Os líderes são as pessoas responsáveis por sanar as dúvidas, caso elas venham a surgir.

Finalmente, é preciso entender que, ao contrário do senso comum, o incentivo à ética profissional no ambiente de trabalho não está relacionado a criar uma regra rígida para os funcionários. Um ambiente profissional gerido por padrões morais assegurará benefícios para todos os que fazem parte da empresa, o que contribuirá para o crescimento da organização e o aperfeiçoamento profissional da equipe.

 

Referências:

[1]  https://www.suapesquisa.com/religiaosociais/etica_profissional.htm
[2]  http://www.kenoby.com/blog/etica-profissional/

A ergonomia no trabalho

A ergonomia é também conhecida como o estudo da relação entre o homem e o seu ambiente laboral. Podemos dizer que a ergonomia no trabalho oferece ao indivíduo, o conforto adequado e os métodos de prevenção de acidentes e de patologias especificas para cada tipo de atividade executada. A má postura e as lesões por esforços repetitivos, ao logo do tempo, causam diversos males que prejudicam e comprometem a saúde do trabalhador, impossibilitando, muitas vezes, que esse indivíduo permaneça executando a mesma função, em decorrência, por exemplo, de uma deficiência motora.

As condições gerais de trabalho, considerando, a iluminação, o nível de ruídos e a temperatura, são os principais causadores dos problemas que afetam, diretamente, a saúde dos funcionários de uma empresa. Nesse caso, a ergonomia pode também contribuir muito para evitar que essas enfermidades ocorram, com objetivo de tornar cada vez mais eficiente os procedimentos de controle e de regulação das condições adequadas de trabalho.

Considerando que a eficiência dos processos utilizados na ergonomia laboral seja apropriada para eliminar os riscos que afetam a saúde do trabalhador, pode-se afirmar que o custo-benefício dos métodos ergonômicos utilizados, minimiza para as empresas, as despesas com possíveis indenizações, quando não há condições adequadas de trabalho, causando aos funcionários algum tipo de incapacidade física que o impossibilite de exercer suas atividades diárias.

A Ocupacional oferece aos seus clientes todo o suporte necessário para a realização da análise ergonômica no ambiente laboral. Com um programa completo que proporciona a adaptação postural dos trabalhadores às condições adequadas de trabalho, os resultados satisfatórios surgem e geram, consequentemente, uma maior eficiência produtiva.

O programa ergonômico oferecido pela Ocupacional é elaborado em conformidade com as características peculiares de cada empresa, com treinamentos para capacitar os funcionários a uma maneira mais segura e eficiente de exercer suas funções laborais. O programa disponibiliza para as empresas: análise ergonômica do trabalho, laudo ergonômico, palestras e treinamentos, ginástica laboral, comitê ergonômico, dentre outros.

Fonte: https://www.ocupacional.com.br/ocupacional/a-ergonomia-no-trabalho-e-os-seus-beneficios-para-a-saude-e-o-bem-estar-dos-trabalhadores/

A importância da Psicologia na Segurança do Trabalho

A segurança do trabalho envolve a prevenção de acidentes, a preservação do bem-estar, a saúde do trabalhador e a provisão de estabilidade. Em outras palavras, o ser humano para se sentir seguro no trabalho precisa de condições favoráveis que protejam o seu bem-estar físico e emocional. Além disso, o trabalho seguro é um trabalho estável, sem risco ou ameaças de demissão. A psicologia enquanto uma ciência que estuda e se aplica às questões humanas, deve abranger também a segurança no trabalho.

É comum que algumas empresas menosprezem a atuação do psicólogo organizacional e pior, que menosprezem ações de segurança do trabalho. As duas atitudes urgem por mudança de concepção, pois para que haja melhora na qualidade de vida no trabalho e externamente, é preciso que haja medidas de segurança.

Outra importância da psicologia é o conhecimento que esta ciência oferece no embasamento das ações de segurança, pois não há como direcionar medidas de segurança ao ser humano sem conhecer a dinâmica biopsicossocial. Os instrumentos, técnicas e métodos de trabalho constituem em outra importância da psicologia nas ações de prevenção, avaliação e intervenção na segurança do trabalho.

Benefícios quando há na cultura da empresa a atuação da psicologia e segurança do trabalho:

  • Rápida detecção de problemas na segurança;
  • Intervenção precisa, evitando declínio no bem-estar;
  • Maior conscientização, reduzindo os acidentes;
  • Maior satisfação e estabilidade;
  • Gratidão dos colaboradores à empresa; Maior reconhecimento;
  • Redução de gastos com provimentos médicos ao colaborador;
  • Redução do índice de desligamento.

Em síntese, a psicologia e segurança do trabalho estão totalmente relacionadas, pois o conhecimento desta ciência torna a segurança do trabalho mais atuante e com isso, a saúde e o bem-estar dos colaboradores são igualmente respeitados.

Referência: Blog Segurança do Trabalho – https://www.blogsegurancadotrabalho.com.br/2016/12/psicologia-e-seguranca-do-trabalho-qual-a-relacao.html

Responsabilidade do empregador perante o acidente de trabalho

Hoje, trataremos sobre qual a responsabilidade do empregador perante o acidente de trabalho. Confira! Todas as relações de trabalho envolvem direitos, deveres e responsabilidades, não é mesmo? Principalmente quando acontecem fatos que expõem o trabalhador a certos riscos, seja de saúde ou de vida, dentre eles, o acidente de trabalho. Podemos definir o acidente de trabalho como aquele fato que ocorre no exercício da atividade a serviço da empresa e que pode vir a ocasionar perturbação funcional ou lesão corporal ao trabalhador. Mas afinal, qual será a responsabilidade do empregador perante o acidente de trabalho? É isso que a partir de agora analisaremos neste artigo. Veja: Quando ocorre um acidente de trabalho, é direito do empregado receber um seguro, o qual chamamos de “seguro contra acidente de trabalho”, que deve ser providenciado pelo empregador. Contudo, esse seguro não exclui o dever do empregador de indenizar o empregado caso ocorra o acidente de trabalho, desde que comprovado o dolo e culpa. É exatamente nesse sentido o Art. 7 º, inciso XXVIII da Constituição Federal, veja:

“Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (…) XXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.”

Fato é que, o empregador possui responsabilidade quando um funcionário sofre acidente de trabalho, desde que comprovada o dolo e a culpa deste, do contrário, não existe o dever de indenizar. É importante que fique claro que a indenização por acidente de trabalho, ou seja, em razão da responsabilidade atribuída ao empregador, não é automática. O dever do empregador em indenizar está atrelado ao fato de que tal indenização é devida somente quando ficar constatado que este agiu com dolo ou culpa, do contrário, se não restar comprovado o dolo e a culpa do empregador para a ocorrência do acidente, não será atribuída responsabilidade ao empregador, tampouco o dever de indenizar. Tanto a doutrina jurídica quanto a jurisprudência dos tribunais Brasileiros atribui responsabilidade subjetiva do empregador perante o acidente de trabalho, ou seja, esta responsabilidade dependerá sempre, conforme já mencionado, do dolo e da culpa, justamente em razão do já citado art. 7°, inciso XXVIII da Constituição Federal. Por lado, caso o acidente de trabalho envolva as circunstâncias elencadas nos artigos 927, parágrafo único e 932 , inciso III do Código Civil, será atribuída ao empregador a responsabilidade objetiva, porém, em razão das circunstâncias e não do acidente propriamente dito. Caso demonstrado e comprovado o dolo e culpa do empregador, ele terá responsabilidade perante o acidente de trabalho. Vejamos abaixo um exemplo dessa afirmação, onde o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região negou seguimento ao recurso de uma empresa cujo objetivo era isentar-se desta responsabilidade. Veja a decisão:

“ACIDENTE DE TRABALHO TIPICO. RESPONSABILIDADE CIVIL. Caso em que a empregadora foi negligente em seu dever de cuidado. Isso porque, a garantia de incolumidade da saúde do empregado é cláusula implícita do contrato de trabalho, restando claro que a empresa deixou de adotar as medidas de proteção necessárias à preservação da integridade física do seu empregado. Hipótese em que não foram colacionados no feito os documentos comprovando a adoção de medidas de segurança para o manuseio da máquina que acarretou as sequelas físicas no reclamante. (PROCESSO nº 0020763-30.2016.5.04.029)”

Ou seja, no presente caso, a empresa não adotou as medidas adequadas de proteção ao empregado, que veio a sofrer acidente de trabalho com sequelas físicas, razão pela qual ficou demonstrado o dolo e a culpa do empregador, com o conseqüente dever de indenizar e a atribuição da responsabilidade. Portanto, a responsabilidade do empregador perante o acidente de trabalho é relacionada com o dolo ou culpa devidamente comprovados por terceiros (trabalhador) quando então surge o dever de indenizar. Do contrário, caso não comprovado por terceiros esses dois elementos, isto é, que o empregador realmente agiu com dolo (ação intencional) ou culpa (imprudência, negligência ou imperícia), é dever dele, do empregador, indenizar o trabalhador pelo acidente de trabalho sofrido.

 

Fonte: Blog Segurança do Trabalho

EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – NÃO BASTA FORNECER É PRECISO FISCALIZAR

O Equipamento de Proteção Individual – EPI é todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado a proteção contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde.

O uso deste tipo de equipamento só deverá ser feito quando não for possível tomar medidas que permitam eliminar os riscos do ambiente em que se desenvolve a atividade, ou seja, quando as medidas de proteção coletiva não forem viáveis, eficientes e suficientes para a atenuação dos riscos e não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho.

Os equipamentos de proteção coletiva – EPC são dispositivos utilizados no ambiente de trabalho com o objetivo de proteger os trabalhadores dos riscos inerentes aos processos, tais como o enclausuramento acústico de fontes de ruído, a ventilação dos locais de trabalho, a proteção de partes móveis de máquinas e equipamentos, a sinalização de segurança, dentre outros.

Como o EPC não depende da vontade do trabalhador para atender suas finalidades, este tem maior preferência pela utilização do EPI, já que colabora no processo minimizando os efeitos negativos de um ambiente de trabalho que apresenta diversos riscos ao trabalhador.

Portanto, o EPI será obrigatório somente se o EPC não atenuar os riscos completamente ou se oferecer proteção parcialmente.

Conforme dispõe a Norma Regulamentadora 6, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; e

c) para atender a situações de emergência.

Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, ou a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA nas empresas desobrigadas de manter o SESMT, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

Os tipos de EPI´s utilizados podem variar dependendo do tipo de atividade ou de riscos que poderão ameaçar a segurança e a saúde do trabalhador e da parte do corpo que se pretende proteger, tais como:

  • Proteção auditiva: abafadores de ruídos ou protetores auriculares;
  • Proteção respiratória: máscaras e filtro;
  • Proteção visual e facial: óculos e viseiras;
  • Proteção da cabeça: capacetes;
  • Proteção de mãos e braços: luvas e mangotes;
  • Proteção de pernas e pés: sapatos, botas e botinas;
  • Proteção contra quedas: cintos de segurança e cinturões.

O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação – CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

Dentre as atribuições exigidas pela NR-6, cabe ao empregador as seguintes obrigações:

  • adquirir o EPI adequado ao risco de cada atividade;
  • exigir seu uso;
  • fornecer ao trabalhador somente o equipamento aprovado pelo órgão, nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;
  • orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação;
  • substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado;
  • responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e
  • comunicar o MTE qualquer irregularidade observada;

O empregado também terá que observar as seguintes obrigações:

  • utilizar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;
  • responsabilizar-se pela guarda e conservação;
  • comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio ao uso; e
  • cumprir as determinações do empregador sob o uso pessoal;

Os Equipamentos de Proteção Individual além de essenciais à proteção do trabalhador, visando a manutenção de sua saúde física e proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho, podem também proporcionar a redução de custos ao empregador.

É o caso de empresas que desenvolvem atividades insalubres e que o nível de ruído, por exemplo, está acima dos limites de tolerância previstos na NR-15. Neste caso, a empresa deveria pagar o adicional de insalubridade de acordo com o grau de enquadramento, podendo ser de 10%, 20% ou 40%.

Com a utilização do EPI a empresa poderá eliminar ou neutralizar o nível do ruído já que, com a utilização adequada do equipamento, o dano que o ruído poderia causar à audição do empregado será eliminado.

A eliminação do ruído ou a neutralização em nível abaixo do limite de tolerância isenta a empresa do pagamento do adicional, além de evitar quaisquer possibilidades futuras de pagamento de indenização de danos morais ou materiais em função da falta de utilização do EPI.

Entretanto, é importante ressaltar que não basta o fornecimento do EPI ao empregado por parte do empregador, pois é obrigação deste fiscalizar o empregado de modo a garantir que o equipamento esteja sendo utilizado.

São muitos os casos de empregados que, com desculpas de que não se acostumam ou que o EPI o incomoda no exercício da função, deixam de utilizá-lo e consequentemente, passam a sofrer as consequências de um ambiente de trabalho insalubre.

Nestes casos o empregador deve utilizar-se de seu poder diretivo e obrigar o empregado a utilizar o equipamento, sob pena de advertência e suspensão num primeiro momento e, havendo reincidências, sofrer punições mais severas como a demissão por justa causa.

Para a Justiça do Trabalho o fato de comprovar que o empregado recebeu o equipamento (por meio de ficha de entrega de EPI), por exemplo, não exime o empregador do pagamento de uma eventual indenização, pois a norma estabelece que o empregador deva garantir o seu uso, o que se faz através de fiscalização e de medidas coercitivas, se for o caso.

Fonte: Guia Trabalhista

Equipamentos de segurança(EPI) para trabalho em altura (NR-35)

É de extrema importância que o trabalhador utilize os equipamentos de segurança para qualquer trabalho que envolva algum tipo de risco.

O empregador tem a obrigação de fornecer aos seus funcionários todos os equipamentos necessários, tal qual, substitui-los quando assim for necessário. Da mesma maneira o empregado tem a obrigação de utilizar os equipamentos para manter-se seguro, e também de comunicar quando um equipamento precise ser trocado.

Equipamentos de proteção individual necessários para trabalhos em altura:

Cinto de segurança:

Talabarte Y

Mosquetões

Trava Queda

Corda de Poliamida 12mm

Fita de Ancoragem

Capacete de Segurança

Óculos de Segurança

Botina de Segurança

Luva de Vaqueta